Concluída usina solar fotovoltaica do HC-UFTM, a maior dos hospitais universitários federais

Previsão é economizar R$ 300 mil por ano em energia elétrica

Foi concluída nesta semana, a instalação da usina solar fotovoltaica no prédio do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em operação parcial até então. Com o sistema integral em atividade, a previsão é economizar R$ 300 mil na conta de energia elétrica, anualmente.

A usina solar fornecerá o equivalente a 15% de consumo do prédio, estima o chefe do Setor de Infraestrutura Física do HC-UFTM, Wesley Amâncio de Melo. Para isso, foram implantadas 1.398 placas solares em 2.800 m² de área sobre o complexo hospitalar. Devido defeito, um dos 11 inversores de frequência deverá ser substituído nos próximos dias, quando o sistema funcionará em 100% da capacidade, esclarece Melo.

O engenheiro eletricista ressalta que o sistema de climatização da instituição – maior gasto na conta de energia – consome mais nos horários de calor intenso, quando a usina solar tem melhor desempenho. “Então a gente consegue reduzir os picos momentâneos de consumo”, relaciona.

Outros benefícios da energia solar são a redução da temperatura ambiente abaixo dos locais de instalação das placas e o alívio da carga de energia nas instalações elétricas, destaca o profissional. “Existe um impacto muito positivo à nível sociedade, que é a questão ambiental, porque a medida que eu uso a energia solar, na qual a produção não tem nenhum tipo de impacto ambiental, a gente evita que o Brasil, como um todo, tenha que ficar produzindo energia a partir das termelétricas, que queimam carvão, derivados de petróleo”, acrescenta Melo.

O investimento de R$ 1,7 milhão no projeto foi custeado pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). A licitação foi realizada em 2019, enquanto a instalação começou em fevereiro de 2020.

Em até seis anos, o custo deverá “se pagar”, prevê o chefe Setor de Infraestrutura Física, pontuando que a usina solar do HC-UFTM é a maior entre as dos hospitais universitários federais.

Energia solar pode gerar 11,6 milhões de empregos no mundo até 2030

Segundo novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), as fontes renováveis podem criar 29,5 milhões de empregos em dez anos

O setor global de energias renováveis poderá alcançar a marca de 29,5 milhões de empregos no mundo até 2030, com políticas públicas de recuperação econômica e transição energética no pós-pandemia. Os dados são do novo estudo internacional da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) intitulado “The post-covid recovery: an agenda for resilience, development and equality”, divulgado no final de junho. Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), as fontes renováveis, em especial a solar fotovoltaica, têm demonstrado forte resiliência frente ao cenário atual e podem alavancar a retomada econômica nos países.

O relatório da IRENA aponta que investimentos em energias renováveis nos programas de estímulo e recuperação econômica poderão contribuir com a geração de 29,5 milhões de empregos até 2030. Deste total, a fonte solar lideraria em novos postos de trabalho, representando cerca de 11,6 milhões de empregos, ou seja, mais de 39% do total.

O estudo mostra, ainda, que o mundo poderá chegar a 100 milhões de novos trabalhadores no setor de energia até 2050, cerca de 40 milhões a mais do que hoje. Isso inclui até 42 milhões de empregos no segmento de renováveis, hoje com 11 milhões de empregos totais. Uma transição energética acelerada poderia adicionar 5,5 milhões de empregos a mais até 2023 do que o cenário de referência.

Segundo levantamento da ABSOLAR, o setor solar fotovoltaico brasileiro já gerou mais de 165 mil empregos desde 2012, espalhados por todas as regiões do País. Com 5,7 gigawatts (GW) de potência operacional total, somando a geração centralizada e os sistemas de pequeno e médio portes (geração distribuída), o setor trouxe mais de R$ 30 bilhões em novos investimentos privados ao Brasil.

Nos primeiros cinco meses de 2020, o setor criou mais de 37 mil empregos no País, mesmo com a queda da atividade econômica decorrente da pandemia da Covid-19. Somente em maio, foram gerados 7,2 mil postos de trabalho, trazendo R$ 1 bilhão em novos investimentos e uma arrecadação de mais de R$ 424,5 milhões aos cofres públicos.

“A resiliência, mesmo em períodos de crise, e o enorme potencial de atração de investimentos, geração de empregos e renda, fazem da fonte solar uma ferramenta estratégica para a sociedade no período pós-pandemia, ajudando a superar o atual cenário desafiador que o mundo enfrenta”, comenta o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.

“A estratégia de recuperação econômica deve incluir iniciativas sustentáveis, pois é o momento de se investir em um futuro melhor. Políticas públicas e decisões acertadas de investimentos podem criar um ciclo virtuoso de desenvolvimento e, assim, viabilizar mudanças sistêmicas e transformações energéticas positivas no Brasil e no mundo”, acrescenta o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.