Brasil terá primeira cooperativa de energia solar em favela do RJ

Rio de Janeiro – As comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira, localizadas no Rio de Janeiro (RJ), serão as primeiras favelas brasileiras a implantar uma cooperativa de energia solar. O projeto está sendo desenvolvido pela ONG Revolusolar.

Segundo Eduardo Avila, diretor executivo da Revolusolar, este é um projeto piloto que deve se estender por todo o país. “Vai ser uma instalação de uma usina de 26 kWp no telhado da associação de moradores, que vai atender 30 famílias. É um projeto piloto porque entendemos a importância de validar as operações, a percepção das pessoas e moldar a forma de comunicação, para depois replicar. A implantação deve empregar cerca de dez pessoas, entre instaladores solares e embaixadores comunitários, sendo todos moradores da comunidade”.

A implantação da usina vai impactar positivamente as duas comunidades instaladas na capital carioca, já que a tarifa de energia no estado do Rio de Janeiro é uma das mais caras do país. E, segundo Avila, a concretização deste projeto está em sintonia com a realidade de quem mora em comunidades cariocas.

“Percebemos que essa solução de geração compartilhada resolve muitos dos problemas técnicos e econômicos que existem para expandir a solução. Além disso, harmoniza com este senso de comunidade, de cooperação, que é tradicional na favela. A LONGi e a GoodWe estão entrando como parceiras nesse projeto, doando os equipamentos e estamos planejando os próximos passos”, esclareceu Eduardo Avila, diretor executivo da Revolusolar.

Avila destaca também que a redução de custos de mais de 80% da energia fotovoltaica na última década e a sustentabilidade da fonte solar são os principais fatores que motivaram a realização deste e de outros projetos da Revolusolar.

“A ideia de que energia solar é coisa de rico é mito. Energia solar é uma ferramenta muito mais importante pra camada mais pobre. Enquanto a classe alta gasta cerca de 3% a 4% da renda com energia, a baixa renda chega a gastar 30% a 40%. Então, é uma ferramenta muito importante para a questão econômica, para reduzir despesas com energia”, ressalta Avila.

Cooperativa

Segundo a Revolusolar, o modelo adotado será o de Geração Compartilhada no formato cooperativa, onde a energia gerada pelo sistema solar será creditada aos moradores que forem cooperados. A ONG será a detentora do ativo e irá locar os equipamentos para a cooperativa, que vai pagar mensalmente um valor calculado em cima da taxa de manutenção dos cooperados com a cooperativa.

Eduardo explica como vai ser calculada o valor da taxa. “A cooperativa vai pagar esta locação do ativo para a Revolusolar, e os cooperados pagam para a cooperativa uma taxa de manutenção, que é de 50% das economias que eles tiveram na conta de luz. Exemplo, se uma pessoa economizou R$ 200 pelos créditos de energia, então ela vai pagar R$ 100 como taxa para a cooperativa e os outros R$ 100 ela vai ficar como economia líquida dela”, esclarece Avila.

Os recursos recebidos pela ONG por essa locação vão compor um Fundo Comunitário. Esses recursos serão utilizados para remunerar os trabalhadores locais que atuam no projeto, e financiar a expansão da usina de geração na comunidade.

Parceiros do projeto

O projeto tem a contribuição das empresas LONGi e GoodWe que vão doar os equipamentos necessários para a implantação da usina na comunidade. Além disso, conta com o apoio da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar) e do Canal Solar.

Segundo Nelson Falcão, vice-presidente de Cadeia Produtiva da Absolar, este tipo de projeto fortalece o setor solar, emprega e auxilia os que mais precisam. Falcão ainda destaca como tem sido a parceria firmada com a Revolusolar. “Temos estabelecido, dentro da Absolar, um processo de apoio a entidades como a Revolusolar, recentemente fizemos este acordo formalmente. E dessa forma, podemos expor essa iniciativas a todos nossos associados, gerando presença dessas entidades em grande shows, simpósios e congressos da área solar, para que eles tenham apoio financeiro, publicidade e apoio técnico”.

Para o diretor do Canal Solar, Bruno Kikumoto, este modelo de projeto é fundamental, pois dá evidência aos benefícios sociais proporcionados pela energia solar fotovoltaica. “Muitas discussões foram travadas, principalmente no processo de revisão da 482, onde por questões internas, o corpo técnico da Aneel decidiu não levar em consideração os benefícios sociais que a energia solar traz. O setor se movimentou, liderado pelas associações, e trouxe este ponto para uma discussão mais ampla, envolvendo os poderes Executivo e Legislativo, que se mostraram a favor de se considerar este benefício tão importante”.

Rafael Normanton, gerente de marketing da LONGi, destaca que a empresa está honrada em participar deste projeto. “A gente é apaixonado pelo projeto porque não é só lá e instalar a energia, você não está só entregando energia barata para a comunidade, é muito além disso.”, comenta Normanton.

Ele ainda destaca a atuação da Revolusolar em projetos educativos. “A parte educacional que o projeto traz às comunidades é um grande ganho. A energia solar tem uma característica muito marcante, que é o fato de você conseguir capacitar pessoas para trabalhar dentro da cadeia [produtiva] de uma maneira fácil”.

Já Sérgio Carvalho, gerente nacional da GoodWe Brasil, ressalta a sensibilidade do projeto como um todo. “Nós temos uma forte sensibilização pelo projeto. Estávamos procurando uma ação neste formato e este projeto caiu do céu, porque o objetivo sem dúvida alguma são os mais nobres”, comenta.

Para a implantação da usina, a GoodWe vai disponibilizar um inversor modelo GW20K-DT. Carvalho afirma que está ansioso para a concretização do projeto. “Eu vejo este projeto como algo extraordinário. Queremos ver este sistema funcionando logo, com a maior rapidez possível para que a gente possa replicar isso, porque essa é a filosofia da empresa”.

Captação de recursos

Empresas e pessoas que quiserem contribuir com este projeto, e outras ações da entidade, podem acessar a página de arrecadação de recursos da ONG clicando aqui. Uma campanha de financiamento coletivo deve ser lançada nas próximas semanas para auxiliar na realização da usina fotovoltaica.

Segundo Avila, os recursos da campanha de arrecadação de doações serão pra constituir a cooperativa, arcando com gastos administrativos, pessoal e de obras.

Plano Safra incentiva energia solar

Setor de energia fotovoltáica se enquadra nos investimentos em inovação no campo

A geração de energia solar cresce no Brasil e já supera os 2 gigawats. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a fonte solar fotovoltaica representa 99,8% das instalações de geração distribuída do país, num total de 171 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede. Os investimentos em energia solar nas propriedades rurais já passam de R$ 1,7 bilhão no País. Os produtores rurais representam atualmente por 11,7% da potência instalada na geração distribuída a partir do sol no Brasil.

E esse setor pode crescer ainda mais. O Plano Safra 20/21 projeta cerca de R$ 2 bilhões para projetos de inovação deste segmento no meio rural. Trata-se de um aumento de 33,3% em relação ao período anterior.

O financiamento está disponível para produtores de todos os tamanhos e em todas as regiões do país. No campo a energia solar pode ajudar no funcionamento de diversas estruturas como irrigação, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves e frangos, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, substituindo os custos com energia elétrica. O sistema funcina ligado na rede ou totalmente sem eletricidade.

Solar tem R$ 6 bilhões em investimentos entre janeiro e maio

Fonte possui a maior previsão de expansão, com
9.598 MW de potência a ser instalada no país até 2024

Os investimentos privados em energia solar fotovoltaica no país chegaram a quase R$ 6 bilhões nos primeiros cinco meses deste ano, segundo levantamento da Absolar. Esses investimentos geraram mais de R$ 2 bilhões em arrecadação para os cofres públicos.

No período, o setor adicionou 1.236,6 MW em capacidade instalada, o que representa um crescimento de 27,3% frente ao histórico consolidado até o final de 2019.

A solar é a fonte com a maior previsão de expansão, são 9.598 MW de potência a ser instalada até 2024 em 237 usinas, segundo dados da Aneel. Atualmente, há 5.879 MW de capacidade solar em operação, contando geração distribuída e centralizada.

Energia solar cresce na pandemia e gera 37 mil empregos

De janeiro a maio, o setor fotovoltaico adicionou 1.236 MW de capacidade, o suficiente para abastecer quase 5 mil residências

Entre janeiro e maio deste ano, a energia solar ganhou uma capacidade adicional de 1.236 MW, o suficiente para abastecer cerca de 4.800 residências. O resultado representa um crescimento de 27% na capacidade instalada, em relação ao consolidado do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A fonte fotovoltaica acumula 5,7 GW de potência operacional. Essa capacidade se divide entre os sistemas centralizados, que são as grandes usinas, e os pequenos projetos residenciais e comerciais, modalidade conhecida como geração distribuída. A geração centralizada é ligeiramente maior do que a distribuída, porém, no ano passado, o segmento residencial foi o que mais cresceu.

Esse setor é um grande gerador de empregos. Desde 2012, foram criados 165 mil empregos na cadeia de geração solar. Nos primeiros cinco meses deste ano, mais de 37 mil trabalhadores foram empregados na indústria. Mesmo com a pandemia, a abertura de vagas continuou. Somente em maio, o setor adicionou 7,2 mil empregos, afirma a absolar.

Para o presidente do conselho da entidade, Ronaldo Koloszuk, a energia solar se apresenta como uma “alavanca poderosa” para reaquecer a economia. “No Brasil, durante a crise dos anos de 2015 e 2016, o PIB caiu mais de 3% ao ano. Enquanto isso, o setor fotovoltaico cresceu mais de 100%”, diz Koloszuk.

Em termos de investimentos, este ano, o setor atraiu 6 bilhões de reais em investimentos privados. Desde 2012, são mais de 30 bilhões de reais aportados em projetos de geração fotovoltaica.

Globalmente, a energia solar liderou o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis, em 2019. Foram adicionados 115 GW de potência, o que representa um acréscimo de 22,5%. Ao todo, a capacidade instalada das energias renováveis, incluindo solar, eólica e biomassa, aumentou em 200 GW. A China é o país que mais gera energia limpa, com 789 GW, seguida dos Estados Unidos, com 282. O Brasil, que gerou, no ano passado, 144 GW, é o quarto no ranking.

Com energia solar, atrativos turísticos preservam mais de 30 árvores por ano

Destinos quase obrigatórios no roteiro do turismo sul-mato-grossense, o Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, e a Estância Mimosa Ecoturismo, em Bonito, na intenção de adotar práticas para preservar a razão de existirem, o meio ambiente, inauguraram sistema de energia solar fotovoltaico. O impacto da iniciativa equivale a preservação de mais de 30 árvores por ano.

A inovação é uma alternativa auto sustentável que possibilita aos atrativos a geração de sua própria energia elétrica. Entre seus benefícios estão a redução de custo com a conta, contribuição ao meio ambiente e redução da emissão de poluentes, baixa manutenção e vida útil, retorno financeiro garantido e conexão à rede da concessionária de energia sem armazenamento de bateria.

De acordo com o proprietário do Grupo Rio da Prata, Eduardo Coelho, a iniciativa é mais um passo do Grupo Rio da Prata (formado pelo Recanto Ecológico Rio da Prata, Estância Mimosa Ecoturismo e Lagoa Misteriosa) em busca da sustentabilidade. “Instalar o sistema de energia solar fotovoltaico nos atrativos era um sonho antigo que agora se realizou”, pontuou.

O grupo planeja ainda, para breve, Outro sonho, transformar os veículos que conduzem os visitantes às atividades em elétricos. Instalar placas solares para serem carregados quando estiverem estacionados.

No Recanto Ecológico Rio da Prata, são 4 estruturas com 72 placas, somando 288 módulos com produção mensal de 12.060,00 kWh em uma área de 576 m², equivalente a 35 residências populares. Anualmente, o atrativo deixará de emitir 3.560,11 kg de dióxido de carbono (CO2), preservando 26 árvores.

Já na Estância Mimosa são 2 estruturas, cada uma com 30 placas, totalizando 60 módulos com produção mensal de 3.000,00 kWh em 120 m², equivalente a 9 casas populares. Em um ano, o empreendimento deixará de emitir 885,60 Kg de dióxido de carbono (CO2), com preservação de 7 árvores no processo.

A cidade de Jardim e Bonito, distante cerca de 260 quilômetros de Campo Grande, abrigam os principais atrativos ecológicos de Mato Grosso do Sul, como o Rio Formoso, a Gruta do Lago Azul e a Lagoa Misteriosa, localizada em Jardim.

Energia solar cresce 22,5% no mundo

Segundo novo relatório internacional da REN 21, a capacidade instalada de energias renováveis cresceu mais de 200 mil megawatts em 2019, fortemente impulsionada pela energia solar

A fonte solar fotovoltaica liderou o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis no mundo em 2019, com o acréscimo de 115 gigawatts, representando um crescimento anual de 22,5%. Os dados são do relatório internacional Renewables Global Status Report, de autoria da REN21. Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que contribuiu com a revisão técnica dos dados brasileiros, o Brasil assume maior protagonismo no crescimento da tecnologia fotovoltaica, com uma adição de 2,1 gigawatts (GW) em 2019, atingindo uma potência acumulada de 4,5 GW e investimentos que ultrapassaram R$ 24 bilhões ao final daquele ano. Os dados brasileiros incluem as usinas solares de grande porte e os sistemas distribuídos de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e em pequenos terrenos.

O novo estudo, divulgado globalmente hoje, revelou que a capacidade instalada global das energias renováveis cresceu mais de 200 GW em 2019, liderada pela fonte solar fotovoltaica, que representou 57,5% desse montante, seguida da fonte eólica, com 60 GW e 30% de participação, e a fonte hidrelétrica, com 18 GW e 8% de participação.

O aumento observado em 2019 foi 12% maior em comparação ao ano de 2018, atingindo uma capacidade instalada acumulada de 627 GW, segundo o relatório. O Brasil liderou o crescimento da energia solar fotovoltaica na América Latina, adicionando 2,1 GW no ano, seguido por Argentina e México. “O crescimento da energia solar fotovoltaica em 2019 bateu novo recorde e foi o maior de toda a série histórica. Isso demonstra o enorme potencial da tecnologia na expansão renovável, diversificação e descarbonização das matrizes elétricas ao redor do mundo, especialmente no Brasil, país com um imenso recurso solar”, destaca o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.

No cenário internacional, a China manteve a liderança mundial no avanço das energias renováveis na matriz elétrica. Somando as fontes solar, eólica, biomassa e hídrica, a China, atingiu 789 GW de capacidade instalada acumulada, seguida pelos Estados Unidos, com 282 GW. O Brasil ficou em terceiro lugar no ranking mundial, com 144 GW em capacidade instalada total. Completando o top 5, aparecem a Índia, com 137 GW e a Alemanha, com 124 GW.

Segundo a ABSOLAR, em 2019 foram adicionados 650 MW em usinas solares fotovoltaicas de grande porte. Os Leilões de Energia Nova, realizados pelo Governo Federal, tiveram a solar fotovoltaica como a fonte mais competitiva, registrando preços médios de US$ 17,62 (R$ 67,48) e US$ 20,33 (R$ 84,39) por MWh nos leilões A-4 e A-6, respectivamente.

Os sistemas solares de pequeno e médio portes de geração distribuída, por outro lado, foram os que mais cresceram no ano, adicionando 1,4 GW. “A energia solar na geração distribuída tem sido, nos últimos anos, uma forte locomotiva de crescimento econômico ao Brasil, com muitos investimentos e empregos gerados, além da grande contribuição para tornar a sociedade cada vez mais sustentável e competitiva”, ressalta o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.

“A solar fotovoltaica foi a fonte com a maior taxa de crescimento na matriz elétrica brasileira em 2019, atingindo um aumento de 88%, contra 7% da eólica e 5% da hidrelétrica. Também foi a segunda fonte com maior capacidade instalada adicionada na matriz elétrica no ano, com 2,1 GW, ficando atrás apenas da hidrelétrica, com adição de 4,9 GW”, conclui Koloszuk.

Maior usina fotovoltaica do Brasil será construída em MG

Minas Gerais deve tomar a dianteira no segmento de geração centralizada de energia fotovoltaica. Isso porque em Jaíba, no Norte do estado, foi anunciada a implementação de uma usina de energia solar que terá capacidade total instalada de 1.357 MW, tornando-se assim o maior projeto fotovoltaico do Brasil.

A usina começa a ser construída no segundo semestre de 2020 e conta um investimento no valor de R$ 6 bilhões.

Segundo a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), com potência de 755 MW instalados e em construção, o estado de Minas Gerais é o quarto maior gerador do país, ficando atrás apenas de Piauí , Ceará e da Bahia.

Na geração distribuída, instalada em residências, condomínios, indústrias, comércio, propriedades rurais e prédios públicos, MG já é líder, com potência de 512 MW. Isso corresponde a 19% de toda a energia fotovoltaica desse tipo no Brasil.

Sul do Brasil recebe maior usina solar em telhado

Investindo em uma expansão sustentável, a Intelbras, indústria brasileira desenvolvedora de soluções tecnológicas, inaugurou sua nova filial em São José (RS), cidade onde também fica a sede da empresa. O destaque da obra é a construção de uma usina fotovoltaica instalada no teto do pavilhão, com uma geração elétrica estimada para 1.739 MW/h para este ano.

A nova fábrica possui 46 mil m², o dobro da área da matriz, e conta com 8.238 m² de cobertura de filtros e painéis solares instalados, tornando-se, segundo órgãos como CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina) e ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a maior usina fotovoltaica em telhado no Sul do país.

Para se ter uma ideia da geração de energia realizada, a estrutura tem capacidade para abastecer, por exemplo, 725 casas populares com um consumo médio de 200 kW/h/mês por residência. Ao todo, são mais de 4 mil módulos fotovoltaicos instalados.

Geração distribuída solar deverá acessar debêntures verdes com novo decreto federal, avalia Absolar

O Decreto nº 10.387, publicado em 5 de junho de 2020, que aprimora os incentivos ao financiamento de projetos de infraestrutura com benefícios ambientais e sociais, abre à geração distribuída solar fotovoltaica, pela primeira vez, a possibilidade de acessar estes veículos financeiros.

A avaliação é do CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia. Segundo o executivo, para o setor solar fotovoltaico, o decreto deverá impulsionar bilhões de reais em novos investimentos privados e gerar milhares de novos empregos aos brasileiros. “Esses incentivos já existiam para as grandes usinas de geração, mas passarão a valer agora para projetos de geração distribuída, com mais agilidade, menos burocracia e menores custo ao financiamento da energia solar no Brasil”, comemora.

“O decreto diminui a complexidade da emissão das debêntures, aprimorando as condições de acesso a crédito aos projetos sustentáveis do setor. Por isso, aplaudimos esta iniciativa, que contribui para dinamizar as energias renováveis, estratégicas para reativar a economia do País”, acrescenta.

Segundo Camila Ramos, vice-presidente de financiamento da Absolar, a edição do decreto é uma conquista de todo o setor de energias renováveis, com participação da própria entidade, pelo trabalho realizado junto no Laboratório de Inovação Financeira. “As debêntures incentivadas e títulos verdes têm se tornado uma forte tendência no Brasil e terão um grande impulso com a publicação destas regras. Antes, apenas projetos enquadrados e aprovados no Programa de Parceria de Investimentos (PPI) ou aprovados diretamente por ministérios eram elegíveis para emitir tais títulos incentivados. Isso tornava o processo muito burocrático, complexo, demorado e caro para o mercado”, esclarece.

“Com o novo decreto, projetos que proporcionem benefícios ambientais ou sociais relevantes poderão fazer parte deste mercado, por meio de um processo mais simples e ágil. Com isso, os investimentos em energia solar poderão aumentar e proporcionar ainda mais qualidade de vida para a população nas cinco regiões do Brasil”, destaca.

Vereador apresenta projeto de incentivo ao uso de energia solar em Itabira

Foi liberado na quinta-feira (4), para tramitação na Câmara Municipal, projeto de lei de autoria do vereador Reinaldo Soares de Lacerda (PSDB) que institui uma política municipal de incentivo ao uso da energia fotovoltaica (energia solar).

Segundo o autor do projeto, o objetivo é fomentar a adoção de sistemas fotovoltaicos no município de Itabira, com instalação de placas em prédios da administração municipal, uma forma eficaz e ambientalmente correta de gerar e economizar energia.

“A implantação de placas fotovoltaicas nos prédios públicos, como fonte de energia alternativa, em pouco tempo paga o custo de implantação e gera economia”, defende o vereador, que aguarda a aprovação do projeto de lei pelos vereadores, para que seja, posteriormente, sancionado pelo prefeito Ronaldo Magalhães (PTB).

Essa fonte de energia limpa já tem sido adotada por vários municípios, inclusive para economizar com a iluminação pública.

Na cidade de Palmas, capital de Tocantins, a Prefeitura lançou o projeto Palmas Solar, com a instalação de um parque fotovoltaico para obter suficiência energética para os órgãos públicos municipais.

O projeto oferece também benefícios fiscais ao comércio e à indústria que adotarem o sistema de geração de energia limpa. Outras cidades desse imenso país tropical também têm adotado essa forma alternativa de geração de energia.

Por meio de painéis solares é feita a conversão dos raios solares em energia, por meio de placas receptoras. Por elas, o calor é direcionado a um gerador de energia convencional.

Na cidade de Campinas (SP), a Prefeitura instalou placas fotovoltaicas na praça Osvaldo Aranha, com área de 12 mil metros quadrados. A praça foi equipada também com 114 postes especiais com lâmpadas LED, com quatro postes funcionando como receptores dos raios solares.

Energia competitiva

Outras cidades brasileiras já seguem pelo mesmo caminho. De acordo com a Agência #movidos, na última década os preços competitivos das fontes de energia renováveis fizeram com que a sua capacidade crescesse em todo o mundo.

Em 2018, elas responderam por 62% de toda a nova capacidade elétrica instalada no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês). “As novas tecnologias energéticas e a aceleração desse crescimento poderão tornar as renováveis líderes da matriz elétrica mundial nos próximos 10 anos”, afirma a agência.

Segundo o mais recente infográfico da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil já ultrapassou a marca de 5 Gigawatts (GW) de energia solar instalada.

“Embora seja um marco notável para a tecnologia, a capacidade ainda é baixa perante o potencial solar, fonte de energia mais abundante no Brasil e que atrai investimentos bilionários que podem ajudar na recuperação econômica do país após a Covid-19”, escreve o jornalista Ruy Fontes.

Parques fotovoltaicos são instalados em todo o país

De acordo com o jornalista especializado em energia fotovoltaica, nos telhados brasileiros o potencial de geração elétrica por placas solares é de 164 GW, que equivalem a quase os 170 GW de capacidade elétrica total do Brasil em 2019.

Iniciado em 2012, após a promulgação das regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o segmento de geração distribuída vem crescendo, em média, 200% ao ano desde então.

“Atualmente, mais de 208 mil estabelecimentos no Brasil já produzem sua própria energia por meio das placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar, entre agronegócios, empresas e, principalmente, residências”, anuncia o jornalista.

O segmento no país já conta com mais de 14 mil empresas de energia solar e gera mais de 162 mil empregos acumulados desde 2012.

Em Itabira, a mineradora Vale deve ao município a instalação de equipamentos de geração de energia alternativa (eólica, fotovoltaica) no Parque Natural Municipal Ribeirão de São José.

A Prefeitura está restaurando o conjunto arquitetônico, do início do século passado. É hora de reativar o projeto e cobrar a parceria da mineradora para que o parque se transforme em unidade de conservação voltado para a geração de energia limpa.

Fonte solar ultrapassa carvão e nuclear no Brasil

Segundo a Absolar, são mais de R$ 30 bilhões em investimentos acumulados

A fonte solar fotovoltaica ultrapassou a soma das fontes nuclear e carvão mineral no Brasil, informou Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Somando as grandes e pequenas usinas, são mais de 5,76 GW de capacidade instalada solar, ante um total de 5,58 GW de termelétricas movidas a carvão mineral e nucleares somadas.

De acordo com a associação, o mercado solar fotovoltaico brasileiro já trouxe mais de R$ 30 bilhões em investimentos privados ao país. Destes, R$ 15,52 bilhões foram aplicados em usinas de grande porte, em especial nas regiões Nordeste e Sudeste, gerando energia para milhares de brasileiros pelo Sistema Interligado Nacional.

A outra parcela, de R$ 14,59 bilhões, foi resultado de investimentos diretos de pessoas, empresas, produtores rurais e governos, em pequenos e médios sistemas, espalhados por todas as regiões do país. Ao todo, são 2.928,0 MW em empreendimentos de grande porte e 2.835,5 MW nos sistemas em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

“Com isso, a potência total solar ultrapassa em quase 4% a destas termelétricas, baseadas em recursos não-renováveis e com maiores impactos ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida”, comentou o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk.